Parceria “cara c..”

Não tenho nenhuma intenção em colocar mais lenha na fogueira no já queimado filme da FIFA com os escândalos revelados nos últimos dias. Porém, como tive uma proximidade grande com a entidade por cerca de quatro anos, em função da minha posição profissional, conheci um pouco da postura adotada pelos suíços (ops, colocação errada, afinal suíços são minoria lá dentro) em situações, digamos, delicada envolvendo direito de patrocinadores, na última Copa do Mundo.

Infelizmente, por razões éticas não posso abrir nomes de empresas, ou revelar as pessoas diretamente envolvidas no “imbroglio”, no entanto a história é digna de um post para fomentar a discussão sobre a árdua tarefa de ser um patrocinador oficial de um grande evento esportivo. Pois é, parece fácil, mas não é!

Vamos lá: tudo começou quando um outro patrocinador resolveu atravessar a exclusividade da empresa que eu represento, logo no jogo de abertura. Importantíssimo ressaltar que este outro “parceiro” só o fez porque foi autorizado pelo organizador. Como dizem os sábios, “explica mas não justifica”! Enfim, seguindo o protocolo, fomos à entidade cobrar explicações e ações imediatas para reestabelecer a normalidade.

O tempo passou, os jogos rolaram e, claro nada foi feito. Solicitamos então uma reunião formal para tratar do tema. O que era pra ser algo normal na relação patrocinador/patrocinado, resultou em uma das minhas maiores decepções profissionais.

Os caras do outro lado da mesa – que teoricamente estão ali para defender os direitos dos seus clientes – adotaram um tom agressivo, chegando até mesmo ao ameaçador. Frases como “vão sofrer conseqüências”, “…vai ser assim até o final e pronto” e “vocês não podem fazer nada” eram vomitadas deliberadamente pelos europeus, nada lembrando os lordes bem-vindos e sempre de queixos para cima.

Para encurtar, me retirei da sala e entreguei o caso para os deptos competentes.

Enfim, minha intenção com este relato foi revelar um pouco do “modos” como tratam apoiadores e manifestar que não me sinto tão surpreso com as informações divulgadas pela imprensa. Quem sabe agora estejam ouvindo – calados – as mesmas frases que na ocasião pronunciaram efusivamente a este simples profissional.

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