Wired!

Zapeando os canais de TV neste sábado, parou por alguns minutos para assistir à etapa do Texas da Fórmula Indy. Como sempre gostei de automobilismo, resolvi gastar alguns minutos para curtir um pouco de velocidade. Apesar da disputa acirrada dos carros e da emoção das ultrapassagens, uma outra cena – da arquibancada – foi o que mais me chamou atenção e me motivou a escrever este post.

Na imagem, vários torcedores equipados com fones de ouvido similares aos utilizados pelos chefes de equipe para se comunicar com os pilotos. Pensei que fossem apenas fans escutando as transmissões das emissoras locais. Soube que não. Aqueles fones estavam na verdade conectados à frequência das equipes, permitindo assim escutar as conversas entre pilotos e seus boxes. Os dispositivos poderiam se alugados no próprio autódromo e permitem a escolha de qual piloto “escutar”, ao vivo.

Achei a ideia sensacional! Afinal a emoção do esporte passa pela proximidade que se pode ter dos protagonistas. Isso é algo muit valioso, porém pouco explorado em todo o mundo e também por aqui. Nos Estados Unidos, por outro lado, já o fazem como ninguém. Ao refletir um pouco, lembrei que obras várias modalidades “yanques” privilegiam essa transparência. No futebol americano, os árbitros informam em alto e bom som para todo o estádio o que está acontecendo, a razão da marcação de falta, etc… Na NBA, juízes e treinadores são “wired” e suas vozes são acompanhadas por todos no ginásio.

Voltando ao automobilismo, se acontece um acidente em qualquer modalidade nos EUA, o carro espatifado rapidamente vira atração para os fanáticos, que podem conferir os danos e tirar quantas fotos quiserem. Na Europa e aqui no Brasil, o cenário é bem diferente. Qualquer batidinha na Fórmula 1 e o bólido já é coberto, tirado de circulação e escondido em alguma garagem.

No futebol brasileiro, então, diálogo é algo que não existe. E quando a TV ainda pensa em tirar alguma casquinha, lá vem jogadores, treinadores e árbitros cobrindo a boca em qualquer conversinha de pé de ouvido. Não entro no mérito da conseqüência que tal comunicação pode gerar, ainda mais com o público dentro de nossos estádios.

Mas que seria legal saber, em tempo real, o que “rola” no banco ou no intervalo, seria…

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