Legado Olímpico no RJ

Esta semana, tive a oportunidade de conhecer o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Sr. Eduardo Paes, em um evento destinado a empresários e executivos ligados aos Jogos Olímpicos Rio 2016. Na ocasião, o político recebeu a palavra e durante alguns minutos apresentou um status dos preparativos da capital fluminense para o grande evento.

Até aí, nada de mais. Confesso que pensei que iria ouvir aquele “blá blá blá” de sempre e tão comum em nossos homens públicos. No entanto, fui surpreendido por um político que, diferentemente do estereótipo, se mostrou sério, com pensamentos modernos e muita visão de negócios. Deixou as promessas lacônicas de lado e o otimismo exacerbado de lado e se preocupou em ressaltar as oportunidades de investimento na cidade às vésperas do maior evento esportivo do mundo.

Dentre os muitos pontos de vista que compartilhou, Paes abriu uma curiosidade interessante sobre os detalhes da conquista do Brasil pelo direito de sediar os Jogos Olímpicos em 2016. Segundo ele, o real motivo da vitória sobre Chicago, Tóquio e Madrid  foi o fato do COI privilegiar um dos seus princípios mais verdadeiros: fazer dos Jogos Olímpicos um grande agente de mudança social. OK, as medalhas e os recordes também são fundamentais e devem ser sempre protagonizados, no entanto sabemos que o movimento olímpico vai além das disputas esportivas. Ele estimula o avanço da sociedade por meio de ações que visam a qualidade de vida e o progresso urbano. E isso o RJ precisava (e ainda precisa) mais do que as três cidades concorrentes.

Em função da minha atividade profissional, vou ao Rio com frequência e testemunho que a cidade entendeu o recado e tem se organizado para ser um lugar melhor depois de 2016. O caos atual pelas obras é passageiro. Mas os benefícios perenes. Paes, em sua palestra, garantiu que tudo estará pronto dentro do prazo e que a maioria dos recursos advém de PPPs.

Enfim, nos resta acreditar que seja assim mesmo e que se possa realmente dar a volta por cima. Exemplos como Barcelona 92 e Pequim 2008 estão aí para comprovar que o legado olímpico – esportivo, social, cultural e de infra-estrutura – realmente é algo factível.

Infelizmente, há que se admitir que neste aspecto, deixamos de aproveitar a oportunidade que a Copa do Mundo nos trouxe no ano passado.

Porém, como Deus é brasileiro, aí estamos novamente com a faca e o queijo nas mãos. E a cidade do Rio de Janeiro, pelo menos ao que parece, desta vez não vai deixá-la escapar.

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