Respeito ao torcedor/consumidor

A convite de um grande amigo, fui assistir à partida desta quarta-feira entre Palmeiras e Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro, in-loco no Allianz Parque. A motivação para aceitar o convite, confesso, não foi muito o interesse pelo jogo em si – afinal não torço para nenhuma das duas equipes. Minha intenção, além da diversão e descontração garantidas, era aproveitar a oportunidade para desfrutar da experiência de um torcedor/consumidor na mais nova arena da cidade de São Paulo.

Desde o ano passado, quando visitei o local, ainda em obras, me convenci de que algo diferente e de qualidade estava por vir. Inclusive, na ocasião, dediquei um post neste mesmo blog sobre o tema: Finalmente teremos uma Arena multiuso na cidade de São Paulo.

Para minha grata surpresa, o que se prometia virou realidade. Do momento em que entrei nas dependências do estádio até o pós-jogo tive a impressão de que a partida estava sendo disputada em um tradicional estádio europeu. Descontando o comportamento bem “brasileiro” do povo nas áreas externas e entorno do local – esse infelizmente não controlável por profissionais ligados à gestão e ao Marketing Esportivo – tudo ocorreu de maneira exemplar, digna de um evento de entretenimento de alto padrão – e que nada tem a ver com o que estamos acostumados nos estádios por aí…

Logo de cara, me deparei com monitores educados e bem informados, cujo trabalho de auxiliar o público o faziam com sorriso no rosto; a passagem pela catraca foi eficiente, fazendo com que o tempo de espera na fila não permitissem nem dar uma olhada no celular; uma vez dentro, placas de sinalização bem instaladas e com mensagens claras facilitaram o acesso até o meu assento. Neste trajeto, o sistema de som e entretenimento do estádio já me prendeu atenção – e de tantos outros ali – que se engajavam com o conteúdo parecendo conversar com as telas. A trilha sonora também me chamou atenção. Lá, o pop e rock internacional é o que toca…

Uma vez em meu lugar, comecei a reparar o entorno e verificar que a simplicidade da construção (sem a necessidade de salões de mármores e escadas rolantes) eram o que davam o conforto necessário ao público. Chegou o intervalo e fui comer. A oferta de comida não condizia com o que se esperava, é verdade, mas pelo menos a qualidade do que era oferecido estava de acordo. E isso é o mais importante em se tratando de alimentos!

Ao final do jogo, o objetivo de fazer as pessoas se deslocarem para fora de maneira organizada e eficiente foi atingido. E novamente me deparei com os monitores, que talvez alegres pela vitória do time da casa, distribuíam saudações de “boa noite” a todos que  deixavam o local.

Enfim, essa experiência – que em qualquer lugar civilizado seria apenas mais uma “ida ao jogo de futebol” – aqui ainda é encarada como uma grata surpresa.

Que sirva de exemplo.

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