A importância de estar a “1 ano para os Jogos”

Durante debate promovido pela agência Octagon nesta terça-feira (4) para discutir o cenário do esporte brasileiro nesta década fui surpreendido por uma pergunta da plateia que acabou me inspirando a escrever este post. “Do ponto de gestão do patrocínio, é possível fazer algum comparativo de quando faltava 1 ano para a Copa com este momento atual, em que estamos há exatos 1 ano para os Jogos Olímpicos? ”, questionou um dos participantes.

A saber, nesta quarta-feira, dia 05 de agosto, será celebrada a marca de 1 ano para as Olimpíadas Rio 2016. Comecei a resposta informando que ambos os eventos são diferentes e que a atuação do McDonald’s – marca que tenho orgulho de trabalhar – também é distinta em cada ocasião. Segui dizendo que a esta altura já temos todo o planejamento estratégico e plano tático definido segundo os objetivos de negócios.

Para mim, a Copa do Mundo – de certa forma – é um ativo mais fácil de trabalhar. Por diversas razões. Porém, como gestor, é fundamental ter a oportunidade de poder testar a eficiência dos programas in-loco. E isso a Copa do Mundo oferece aos seus patrocinadores. Com a Copa das Confederações, que acontece justamente um ano antes, sendo uma espécie de “test-drive”, é possível colocar à prova tudo o que se pretende atingir no ano seguinte.

Sob este conceito, definimos que as Confederações seria, encaradas como se fosse o Mundial de fato. A estratégia foi bastante ousada, afinal, nos obrigou antecipar em um ano todo o planejamento, composição de equipe, e execução das atividades-chave. Os resultados, porém, mostraram que a decisão foi bastante assertiva.

Isso porque nas Confederações conseguimos executar grande parte do plano desenvolvido para a Copa do Mundo, sem ter que lidar com a pressão inerente que esse evento impõe aos seus patrocinadores. Esse cenário serviu para reavaliar os prós e contras do trabalho a tempo suficiente para fazer os ajustes necessários e “correr para o abraço” em Junho e Julho de 2014.

Um exemplo prático foi o programa infantil “McDonald’s Player Escort”, que permite às crianças entrar em campo de mãos dadas com os jogadores. Neste evento pudemos observar o tempo necessário para ensaio antes da partida, avaliar a quantidade de monitores necessários, aplicar a “escalação” dos(as) garotos (as) no placar eletrônico e calibrar as atividades destinadas aos pais. Esses aprendizados foram fundamentais um ano depois, quando a quantidade de crianças no programa foi aproximadamente o triplo.

Dois anos depois desse um ano antes da Copa, estou novamente a 365 dias do maior evento esportivo mundial. Porém, o cenário atual é totalmente diferente e certamente muito mais desafiador. Além do plano estratégico da marca para o evento ser mais complexo e cenário externo mais desafiador, não há uma “Copa das Confederações Olímpica” para simular os trabalhos. Tampouco podemos utilizar os “test-events” para tal.

Soma-se o fato não termos tido tempo para antecipar os trabalhos em um ano, como fizemos anteriormente, justamente em função do foco na Copa do Mundo. E é justamente essa corrida contra o tempo que me fascina para os próximos 12 meses. Para isso, adotei um lema pessoal: quanto maior os obstáculos, mais valiosa será a vitória. E tenho certeza que ela virá.

Que esse ano passe bem rápido!

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