O futuro do Marketing Esportivo no Brasil

A cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos, em 18 de setembro de 2016, também marcará o fim de uma era bastante especial para o Marketing Esportivo no Brasil. A quase 300 dias dessa data, o segmento está em tempo de começar a pensar no “what’s next”.

Em 2007, com a realização dos Jogos Pan-Americanos do Rio e a confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo da FIFA 2014, a área de gestão esportiva teve um “boom“e desde então cresceu a passos largos, se tornou a profissão da moda e abriu um novo mercado promissor.

Esse “momentum”, aliado ao glamour da função, atraiu milhares de jovens de outras especialidades, fez surgir cursos acadêmicos de certificação no tema, e testemunhou uma enxurrada de novas agências em busca de abocanhar o filão. Utilizando a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos como pano de fundo em suas apresentações, convenciam gestores corporativos da necessidade de associar suas empresas e marcas ao esporte.

Muitas conseguiram se beneficiar do cenário promissor e “surfar a onda”, mas passada a “bolha”, o mercado se auto regulou e a realidade voltou à tona. Algumas se mantiveram vivas, mas a grande maioria saiu do jogo. E, antes mesmo da chegada da Copa do Mundo, o setor sofreu uma importante retração.

O cenário descrito acima é compreensível e, até natural, para uma área nova. Também foi importante para consolidar o mercado esportivo e estabelecer os seus próprios parâmetros.

O grande problema foi que o imediatismo fez o setor deixar de lado um plano de auto subsistência, baseado em visão de médio e longo prazos. É fato que os fatores externos, sobretudo macroeconômicos também não ajudaram, mas a realidade é que o Marketing Esportivo, como um todo, ficou refém dos grandes eventos. E, agora com a proximidade do fim deste ciclo, tememos pelo futuro.

Nestes quase 10 anos, vejo o saldo como positivo. Temos hoje instituições esportivas mais sólidas, cases de sucesso e produtos atraentes. No entanto, é preciso rever o modelo existente para que tudo isso não tenha sido em vão.

3 comments

  1. David,
    na minha opinião o desafio do Brasil é mudar a cultura de “APROVEITAR A BOLHA”, não podemos viver de modas ou herois, tivemos grandes idolos e conquistas; Guga, Ademar Ferreira, Ricardo Prado, Daine, Hipolito, Cielo,Maurren,Vanderlei Cordeiro de Lima,Oscar ,Geração Prata e Ouro do Volei e não conseguimos manter os investimentos e criar uma politica esportiva , criar cultura de incentivar o esportes, em todos os segmentos, Estrutural, Educacional, Social e profissionais de mkt esportivos. precisamos mudar as atitudes e principalmentes as pessoas que a decadas só pensam no agora e no bolso deles….

    Curtido por 1 pessoa

    1. Concordo, Fernando. E entendo que esta nova geração de profissionais de Marketing Esportivo, com um perfil mais jovem, moderno e globalizado tem tudo para escrever essa nova história. Mas não podemos negar que o mercado sofrerá um grande ajuste ao fim dos Jogos Olímpicos, no ano que vem.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s