2016: um novo ano velho para o MKT Esportivo

Primeiramente, desejo a todos um Feliz 2016! E abro esta nova temporada do blog apresentando meus pontos de vista para um ano que promete ser bastante especial para o setor de Marketing Esportivo.

Faço-o de maneira livre, mas aproveitando um pouco da minha experiência profissional e considerando o cenário atual de negócios no Brasil. Talvez por isso minhas opiniões soem realistas demais, contrapondo com o otimismo que tento manter em meus textos.

Começo com o grande destaque do ano, afinal os Jogos Olímpicos chegaram. O que foi considerado um prato-cheio para o mercado de negócios do esporte há sete anos, infelizmente, a poucos meses de sua realização tem se revelado uma comida sem muito gosto para os profissionais da área. A inércia do segmento perante ao evento tem dado a sensação de que as Olimpíadas aqui serão somente em 2020. Exagero um pouco e estou seguro que o cenário irá melhorar no pós-carnaval. A partir daí virão muitas ações inovadoras, bons negócios que levarão a Rio 2016 ao protagonismo esperado. Mesmo assim estou convencido de que não iremos aproveitar todo o potencial mercadológico que um evento como esse proporciona para a nossa área.

Olimpíadas são disputadas por “esportes amadores”, que já não são mais tão amadores. E o desafio dessas modalidades, sobretudo aquelas não tão populares será o de se manterem “vivas”, sobretudo após os Jogos. Lembrando que eles terminam em Agosto! Há que se reconhecer que esse período de ostracismo pós-olímpiada já foi pior. Hoje o profissionalismo do Comitê Olímpico Brasileiro e de algumas confederações tem garantido que nossas estrelas possam se manter durante os anos não-olímpicos. Mas há muito o que melhorar ainda.

Mesmo com os Jogos Rio 2016, o futebol do dia-a-dia seguirá sendo o grande “driver” do setor de marketing esportivo em 2016. Até aí, óbvio. E nesse campo entendo que haverá melhoras significativas nos modelos de gestão dos clubes, programas de sócio torcedor e planos de Marketing. No entanto, vejo mais como uma evolução orgânica – que vem melhorando a cada ano – do que grandes revoluções provocadas a fim de efetivamente elevar o nível do nosso esporte. Por outro lado, preparem-se, pois novamente, iremos nos deparar com enxurradas de “pontuais”, patrocínios estatais, demissões de gestores profissionais para acomodar interesses políticos, omissão dos nomes dos detentores de “naming rights” pela mídia, etc…

Finalmente, gostaria de abordar o mercado de trabalho na área de Marketing e Gestão Esportivas. A proliferação de escolas e cursos neste segmento nos últimos anos tem colocado no mercado muitos profissionais de qualidade e com vontade de fazer a diferença. Essa turma, no entanto, terá que ser bastante criativa e empreendedora para se inserir no ambiente profissional pois sinceramente não acredito que se abrirão muitas oportunidades nas instituições existentes, sejam empresas ou agências. E, apesar dos Jogos Olímpicos serem um grande atrativo para (re)colocação, serão posições pontuais de curto prazo! O que virá depois, infelizmente, para mim ainda é uma incógnita.

Talvez meu realismo tenha resultado num texto de tom um pouco pessimista, mas não tenho a pretensão de apontar culpados ou simplesmente criticar livremente. Sou atuante no setor e sei de todas as nossas dificuldades e obstáculos que nos previnem de sermos melhores. Mas aprendi na vida e também graças ao esporte que não devemos esperar as coisas acontecerem e sim fazê-las acontecer. Portanto, amigos, cabe a nós levar este jogo adiante.

E nada melhor do que uma virada de ano!

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