Modelo de gestão “All Star” para o esporte

O esporte norte-americano é realmente um prato cheio para profissionais de marketing e gestão esportiva. Se dentro de campo, eles oferecem as condições para que seus atletas sejam os mais competitivos do mundo, fora dele são mestres em tornar simples jogos em verdadeiros espetáculos.

Ao longo do ano, somos brindados com distintos eventos extremamente qualificados que tornam qualquer cidadão um verdadeiro entusiasta do esporte e, consequentemente, um consumidor fiel de algo que eventualmente nem fazia parte de sua lista de desejos.

E o mês de fevereiro, em especial, reune o que há de melhor da oferta esportiva norte-americana. Em apenas 29 dias, ocorrem o SuperBowl – que dispensa apresentações para o público deste blog -, o Pro-Bowl – jogo das estrelas da NFL -, e o All Star Games da NBA. Cada um dos três ocupando um fim de semana. Ah, geralmente neste período também é quando acontecem as festividades do All Star da NHL (liga de hóquei sobre gelo).

E neste ano, os organizadores foram ainda mais generosos com nós profissionais de Gestão Esportiva e nos deram um bônus: SuperBowl e NBA All Star Game com apenas uma semana de diferença. Um verdadeiro intensivão de conhecimento e aprendizado sobre como se fazer um evento esportivo da mais alta qualidade e focado na experiência do consumidor e na rentabilidade do negócio.

Sobre o SuperBowl, não a comentar, afinal toda sua magia já foi muito bem captada e explorada pelos colegas especialistas no setor nestes últimos dias. Mas o All Star Game, da NBA, também merece igual destaque e certamente irá servir de inspiração para os gestores das nossas confederações, federações, clubes e entidades.

Isso porque eles comprovam que é possível criar, em pouco tempo – apenas dois dias -, uma demanda de nível mundial fantástica. São 48 horas de protagonismo do “basquetebol” nas principais emissoras de TV do mundo, nas quadras de rua espalhadas pelos 4 cantos do planeta e fila nas lojas esportivas de fans buscando o merchandise relacionado. Esse efeito é resultado de uma mentalidade que privilegia os consumidores. Tudo é pensado para que eles tenham momentos inesquecíveis de entretenimento ligado ao esporte e que deixem ali – nas diversas atividades oferecidas pelo evento – muito mais dólares do que aqueles já investidos na compra dos tickets.

O segredo não é lá convenhamos escondido a sete-chaves: uma partida amistosa entre os melhores jogadores da Liga, escolhidos pelo público, um campeonato de enterradas, disputa de arremessos de 3 pontos, jogo dos novatos, enfim, uma grande quantidade de ações que simplesmente fazem do jogo de basquete em si ser o menos atraente do ginásio.

Agora imaginem se pudéssemos ao menos copiar um pouco dessas ideias para o nosso futebol local. Creio seria muito bacana e atraente – comercialmente e esportivamente – termos  ao final do Campeonato Brasileiro algo similar. Os torcedores escolhendo os craques da competição, que disputariam uma partida repleta de chapéus, rolinhos, canetas, bicicletas, etc…,que houvesse disputas de pênaltis ou desafios de gols olímpicos…enfim, material humano dentro de campo e profissionais qualificados para colocar isso de pé fora dele, há de sobra.

Faltam “apenas” boa vontade e, sobretudo, interesse para realizar.

One comment

  1. Eu tenho que admitir que há alguns anos desenvolvi um projeto neste sentido para o futsal. O então presidente da CBFS achou lindo, sensacional, e nada aconteceu…rs
    Uma pena, mas ainda temos que lutar muito para começarmos a andar na direção dos grandes eventos, principalmente se compararmos com os EUA.
    Segue o jogo!!

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