Medalha de Ouro para a Corte Arbitral do Esporte

A decisão da Corte Arbitral do Esporte nesta última semana de não aceitar a apelação da Federação Russa de Atletismo e manter o banimento dos atletas desse país dos Jogos Olímpicos Rio 2016 deve ser celebrada por todos aqueles que ainda trabalham e confiam na isenção das disputas esportivas de alto nível.

O caso russo, infelizmente, não é o primeiro revelado em que há uma sistemática encobertada pelo governo desse país a fim de garantir vitórias esportivas a qualquer custo. Lembremos da Alemanha Oriental, no anos 80, dos chineses no início dos anos 2000.

Sabemos que as Olimpíadas, ao longo de suas edições, se afastou de um de seus propósitos de ser o evento destinado aos melhores atletas amadores, aqueles que usavam o esporte como forma de disseminar valores politicamente corretos para a sociedade.

Hoje, os Jogos Olímpicos e qualquer grande evento esportivo é sinônimo de negócio. Os interesses são muitos e de muitos. E também dos próprios atletas, cujas vitórias lhes garantem mais do que “simplesmente” a medalha de ouro. Premiação financeira, patrocínios, bônus, melhores salários, enfim, reconhecimento que qualquer profissional almeja.

Só que os protagonistas do espetáculo não podem esquecer que o esporte, seja ele amador ou profissional, tem o corpo como o principal elemento de desempenho, portanto com limites físicos e biológicos. Além disso, as disputas acontecem mediante regras, sendo uma delas a de que todos devem participar das disputas “em igualdade de condições”.

Em alto nível, isso significa que a diferença entre “iguais” se dá por detalhes. Seja um treinamento mais adequado, uso de equipamento esportivo mais moderno, nutrição, descanso, ou simplesmente, talento. Tudo, claro, de maneira lícita.

Portanto, o uso de substancias ilegais para ser melhor é inaceitável. Trata-se de uma auto-agressão, uma afronta aos adversários e um crime contra a legitimidade do esporte. Todos envolvidos no processo de doping – de quem manda a quem prescreve até o que utiliza – devem ser punidos com o rigor que a regra esportiva estabelece.

Mesmo antes dos Jogos Rio 2016 começarem, a primeira medalha de ouro já tem dono: Corte Arbitral do Esporte.

PS: A Federação Internacional de Natação (Fina) também anunciou que sete atletas russos estão fora da Olimpíada Rio 2016., entre eles atuais “campeões olímpicos” e “recordistas mundiais”.

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