Brasil sai melhor dos Jogos Rio 2016

Depois de anos e anos de preparação e muita expectativa, a ficha de que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos se encerraram, confesso, demora a cair. Mas me policio para que a melancolia dê lugar a uma sensação de orgulho e dever cumprido. Não só para mim, que tive a oportunidade de me envolver diretamente com os eventos, mas sim a todos os profissionais de Marketing Esportivo, Comunicação e qualquer outro ramo que tenha contribuído para que se realizassem as maiores celebrações do esporte de todos os tempos.

Os Jogos Olímpicos (e Paralímpicos) mostraram que temos potencial para sermos melhores. Sob todos os aspectos. Para fazermos o melhor e o que é o certo: vimos maturidade dos gestores dos patrocinadores oficiais em produzir e veicular campanhas corretas, com mensagens adequadas e calibradas ao momento em que estamos vivendo. Vimos os não-patrocinadores se comportando e evitando os embates do “ambush marketing”.

Também vimos ativações, online e offline, diferentes, criativas e responsáveis. Nada fora de lugar e da ordem. Vimos atletas humildes saindo de regiões de conflito e dificuldades para frequentar o pódio, superando todas as adversidades possíveis de um país que não respeita os seus ídolos, e chegando lá não só pelo talento, mas pela força de vontade e muito treino.

A torcida brasileira também surpreendeu. Celebrou e apoiou o evento comprando os ingressos, mesmo quando os valores dos tickets dificilmente cabiam no orçamento. E compareceu para dar força aos nossos ídolos, contribuindo para que tivessem aquele ‘algo a mais’. Se surtiu efeito ou não na performance é outra história, mas ela estava lá para ajudar. Somente a boa intenção já é válida, ainda num momento sócio-político bastante conturbado, em que as exacerbações sociais poderiam ser até mais explosivas.

Nem tudo foi maravilhas, é claro. Os Jogos Rio 2016 tiveram problemas, vários…aliás até demais. Mas a capacidade dos profissionais envolvidos em sua gestão, dos voluntários que dedicaram seus tempos em benefício do bem, dos atletas e comissões técnicas que só queriam o melhor, demonstrou que a capacidade de superar percalços por meio da dedicação incondicional é algo bastante forte. Só assim, juntos e integrados, foi possível vencer os desafios da organização de um evento imenso.

Por tudo isso (e muito mais), o Brasil e seu povo provaram que saem dos Jogos Rio 2016 melhores.

2 comentários em “Brasil sai melhor dos Jogos Rio 2016

  1. Sem duvida alguma esse é o famoso legado de um evento como esse, um grande aprendizado por conta dos erros, orgulho por conta dos acertos.

    Esperava ver nesse seu relato, qual legado é aprendizado que teve nessa organização?

    Qual lembrança que os consumidores e visitantes levaram de sua marca, sua opinião?

    Se pudesse voltar o que faria de diferente?

    Curtido por 1 pessoa

    1. Estimado Rafael, em primeiro lugar agradeço sua mensagem. Bastante pertinente. Inicio dizendo que adoraria me alongar no post para discorrer sobre os legados e aprendizados que considerei nestes eventos, no entanto, conclui que ficaria um texto bastante longo, o que geralmente ocasiona dispersão de leitura. Mas para te responder vamos lá. Resumidamente, no que eu pude observar, os maiores legados são:

      – marcas: usar o evento como plataforma para lançamento de produtos, inovação de serviços e incentivo de sua força de vendas. Ex. Coca-cola com o lançamento do Café Leão, a Nissan com o lançamento do carro Kicks, o McDonald’s com inovação na maneira de atender ao público.

      – Cidade: mobilidade urbana e equipamentos esportivos. Ex. metro à Barra, ginásios de primeira linha que serão usados para treinamento de alto rendimento.

      – Orgulho: acho que a população do Rio sai do evento mais motivada, com maior senso de cidadania.

      Quanto aos aprendizados, vários também. Destaco:

      – Marcas: é preciso calibrar a comunicação e investimentos, afinal, o evento – por mais importante que seja – dura cerca de 15 dias. O retorno prático, financeiro e institucional é relativamente baixo. Portanto, se eu voltasse atrás ajustaria um pouco a intensidade de alguns investimentos que realizamos. Ex. Estrutura da operação de sorvete no Parque Olímpico. Fizemos o maior quiosque do mundo….talvez não fosse necessário ter algo colossal.

      – Organização geral – percebeu-se a necessidade de calibrar melhor investimentos para as diversas prioridades do evento. Por um lado, se investiu muito sem necessidade, por outro, faltaram recursos que seriam importantes. Ex. a comida da “familia olímpica” nos camarotes dos ginásios era de melhor qualidade do que aquela oferecida para os atletas dentro do “main dining hall” na Vila Olímpica.

      Enfim, podemos discutir muito mais, porém, por ora, acredito ter dado um overview do que quis dizer no post.

      Um abraço
      David

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s