Concorrência por TV traz nova opção de receita aos clubes

Sabemos que a concorrência, quando leal, é benéfica no mundo dos negócios. E no Marketing Esportivo não é diferente. Reportagem publicada recentemente na Máquina do Esporte, principal veículo do ramo no país, revela que a disputa pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro Série A entre Rede Globo e Esporte Interativo resultou na devolução da exploração das placas de publicidade dos campos aos clubes, a partir de 2019.

O repasse da propriedade pode até soar uma cláusula marginal dentro da discussão maior envolvendo valores financeiros milionários e quantidade de jogos expostos ao vivo na TV. Trata-se, porém, de um ponto fundamental para as equipes finalmente esquecerem um pouco o frenesi pelo patrocínio de camisa (também conhecido erroneamente como máster) e ampliarem suas fontes de receita de maneira consistente.

Mas para realmente conseguir se beneficiar da entrada de novos recursos advindos da comercialização das placas, é necessário que os clubes finalmente façam o que já deveriam ter feito há tempos: acelerar (ou iniciar) o processo de organização, integração e profissionalização de seus departamentos administrativos, focando os esforços para garantir retorno quantitativo e qualitativo assegurado aos seus parceiros com esta propriedade. Algo trivial e acaba de uma vez por todas com o “chô ro rô” e o “mi mi mi” recorrente pela falta de verbas. Do contrário, o controle (e o lucro) das placas de campo se torna um risco.

Risco de não ter o que expor nas placas, por exemplo. Vejamos o que ocorre atualmente. Sob responsabilidade da TV Globo, somos obrigados – por exemplo – a ficar vendo no principal campeonato do país nomes das principais novelas da emissora, cuja mensagem não apresenta nenhum “fit” com o espetáculo esportivo. Esta foi a solução para a incompetência de não encontrar anunciantes suficientes para o número de espaços publicitários disponíveis. Aliás, esse tema foi retratado no post ““Haja Coração” no Brasileirão“, há alguns meses.

Também é possível que os clubes – mesmo estruturados e com tempo para trabalhar até receberem a propriedade – não consigam o sucesso comercial esperado. Diante disso, a recomendação é que se associem a outros times para negociar clientes em conjunto – algo benéfico para todos os envolvidos -, ou que adotem de uma vez por todas a tecnologia LED e gastem os 90 minutos com mensagens de cunho social, inserções interativas e de apoio ao time em campo, ou até mesmo fazendo jabá com seu rol de parceiros e prospects.

Só não deixem de aproveitar esta importante vitória conquistada pela concorrência leal, ausente há tempos no futebol nacional.

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