A importancia do 2º time para o bem do futebol

Dentro de casa, uma das poucas coisas na relação com os meus filhos que é inegociável é por qual time de futebol torcer. Não tem conversa. Vale a máxima do hino do nosso clube: “nascer, viver e no Santos morrer, um orgulho que nem todos podem ter”.

Mas também aprendi que é possível manter a paixão por um time e ter, digamos, uma boa simpatia por uma outra agremiação. Geralmente, uma equipe de menor expressão que um dia foi grande, mas que o tempo a tornou “inofensiva”. Hoje, são consideradas meio “vintage”, “cool”, e que de certa forma remete “aos bons momentos do futebol”. Portanto, não representam ameaça.

E no Brasil, sobretudo no estado de São Paulo, temos vários exemplos do exposto acima. Não dá para não gostar do Juventus, da Mooca, por exemplo. Ainda que o “Moleque Travesso” tenha me feito sair do Pacaembu bastante chateado por terem vencido meu Santos por 1 a 0, em um jogo em algum momento dos anos 90.

E o Nacional, da famosa Nicolau Alaion? Nem sei que divisão jogam atualmente, mas de vez em quando leio por ai que estão na ativa. Se descermos a serra, encontramos a Portuguesa Santista, gloriosa Burrinha. Outra que já complicou muito para o meu time há alguns anos, mas que estou torcendo para voltar às divisões de elite do futebol paulista. Até o Jabaquara, conhecido como Jabuca, é querido e respeitado.

Como profissional de Marketing Esportivo e Comunicação, fico pensando como esses clubes, cientes de que a comunidade de simpatizantes é superior a de seus torcedores, poderiam se aproveitar comercialmente e “reputacionalmente” desse fenômeno. E não é difícil, afinal a baixa rejeição já é meio-caminho andado para tornar simples “likers” em verdadeiros “lovers”, gerando assim riquezas e benefícios para o futebol.

Basta aplicar os conceitos básicos de Gestão do Esportes e da Comunicação. Curiosamente, os 4 exemplos acima possuem estádios próprios – meio caidos é verdade – mas que facilita no desenvolvimento de ações relacionadas ao Dia do Jogo e na transformação desses espaços como verdadeiros centros de futebol e entretenimento esportivo e cultural, uma vez que possuem uma história rica e vitoriosa dentro e fora de campo.

Licenciatura de produtos, programas para a comunidade, parceria com instituições do terceiro setor, ações de responsabilidade social, enfim, um antro de oportunidades para se posicionarem como verdadeiros agentes positivos da sociedade. Independentemente do resultado dentro de campo. Nada mais do que isso.

Nas quatro linhas, foi-se o tempo em que demonstravam seu valor esportivo. Como queridos “segundo time de todos”, podem agora mostrar que um time de futebol é mais do que bola rolando.

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