Os clubes devem ser donos dos próprios conteúdos

Dizem que o “que os olhos não veem, o coração não sente”. Expressão mais do que apropriada para justificar o fracasso do esporte brasileiro no cenário internacional.

Fato que pode ser atribuído, entre outras causas, a ausência das mais diversas modalidades nas televisões dos lares de todo o país. Afinal, a dependência da TV como mídia de massa, paradoxalmente, faz com que os brasileiros não recebam informações e imagens dos nossos talentos que tanto se esforçam para alcançar o sucesso.

Essa falta de visibilidade, motivada pelo monopólio existente no Brasil – em que uma única emissora compra direitos de transmissão esportivas para escondê-las – também não contribui para que se estabeleça vínculo emocional entre “propriedade” e “consumidor”, que é a base para qualquer plano de Marketing Esportivo bem feito.

Mas há uma luz no fundo do túnel. E isso passa pela otimização das novas mídias sociais, cujas características e peculiaridades casam perfeitamente com a necessidade e o perfil do esporte nacional de se projetarem publicamente. Ou seja, um novo horizonte se abriu…

Em outras palavras, deixemos a TV de lado! Chega de se submeter ao domínio unilateral de programações retrógradas, que dominam o conteúdo alheio para transmitir somente o que o “ibope” indica e determina.

Recentemente, vibrei com o case de Curitiba, em que Atlético PR e Paraná deram uma banana para a emissora oficial e transmitiram o clássico jogado entre eles no YouTube. O resultado foi sensacional e fez com que caísse a ficha do mercado, que agora vislumbra um mundo de novos produtos para anunciantes e um leque maior de interessados em vincular marca ao esporte. De maneira moderna!

Nesse novo cenário, em que as soluções são simples, baratas e democráticas, conteúdo virou algo infinito, fácil de ser explorado e com maior potencial de gerar valor. Mostremos bastidores, treinos, entrevistas, jogos de divisões menores, partidas de categorias inferiores, modalidades pouco conhecidas, enfim, tudo aquilo que seria impossível vermos nos meios eletrônicos tradicionais.

Hoje, todos podem ter e controlar a sua própria exposição. Quando e onde quiserem!

3 comments

  1. O Facebook e o YouTube têm tudo para acabar com esse monopólio! Têm grande alcance, já se tornaram “da massa” e, agora, cabe aos clubes e dirigentes (a parte mais complicada) tomarem coragem para explorar esses meios!

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    1. Tem sido cada vez mais recorrente a transmissão ao vivo das partidas, especialmente pelo Facebook, mas, infelizmente, quando percebe que não se trata de um canal oficial de alguma emissora de TV, ele bloqueia, derruba a transmissão ao vivo. Agora, eu confesso que fico com a pulga atrás da orelha: por que o Facebook teria interesse em derrubar essas transmissões ao vivo, já que ele permite transmissões ao vivo de qualquer tipo? Por que ele estaria controlando a criação de conteúdo dos seus usuários (PF ou PJ)?

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      1. Pois é, Karla. Justamente pelo fato dos acordos com as TVs (ou melhor, a única TV) não permitir que os clubes usem outras mídias para transmitir seus conteúdos. Trata-se de uma briga por direitos. Mas o cenário irá mudar e certamente em breve o consumidor poderá escolher quando e onde quer assistir aos jogos é demais informações de seus clubes de coração. Muito obrigado pela interação.

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